ACIDENTES DE TRÂNSITO

Campo Grande registrou 2.547 casos de acidentes de trânsito entre janeiro a agosto de 2023

A maioria das causas de acidentes são a desatenção, o excesso de velocidade e o consumo de bebidas alcoólicas por parte do condutor e motociclistas são as principais vítimas fatais na capital

Beatriz Saltão e Roberta Martins30/09/2023 - 20h26
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Campo Grande registrou 2.547 acidentes de trânsito no período de janeiro a agosto de 2023. As principais causas dos acidentes são a desatenção por parte do condutor e velocidade incompatível com a via. As avenidas que aconteceram mais acidentes são a Afonso Pena, Duque de Caxias e Guaicurus.

A combinação de alta velocidade e o consumo de bebidas alcoólicas eleva o risco de morte. Motociclistas representam as principais vítimas fatais dos acidentes de trânsito na região. O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e departamentos municipais implementaram medidas de orientação e fiscalização para prevenir acidentes de trânsito. 

Segundo a diretora de Educação de Trânsito do Detran-MS, Andrea Moringo o excesso de velocidade é a principal causa dos acidentes na capital. “Se as pessoas andassem na velocidade da via, respeitando as regras de circulação, nós até teríamos acidentes, mas não com a gravidade que eles ocorrem, porque esses acidentes têm menor impacto. Então esse é o pior dos riscos, associado à ingestão de bebidas alcoólicas”.

Primeira Notícia · Andrea Moringo explica a importância de atitudes corretas no trânsito

O motorista de aplicativo, Marcelo Silva se acidentou em Campo Grande, ao levar a sua motocicleta para um comprador. "Eu estava indo pela Calógeras e virei na Avenida das Bandeiras, e tinha um cara dando ré, saindo de um Auto Center. Ele me viu e em vez de parar o carro, ele continuou dando ré. Eu tentei desviar e bati bem na lanterna de um carro. A moto está na seguradora agora, ficou 8 mil para arrumar, o cara não quis pagar. Eu, graças a Deus, não machuquei nada, foi só arranhão mesmo”.

Segundo os dados da Polícia Rodoviária Federal, a principal causa de acidentes em Campo Grande é a ausência de reação ou reação tardia do condutor, com 740 casos. Acessar a via sem observar a presença de outros veículos e velocidade incompatível têm, respectivamente, 239 e 209 casos. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (AGETRAN) registrou 46 vítimas fatais de sinistros de trânsito em Campo Grande entre janeiro e 19 de setembro, e 32 são motociclistas.

Código de Trânsito Brasileiro estabelece que sinistro de trânsito é qualquer "evento que resulta em dano ao veículo ou à sua carga e/ou em lesões a pessoas ou animais e que pode trazer dano material ou prejuízo ao trânsito, à via ou ao meio ambiente, em que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias terrestres ou em áreas abertas ao público". Vítimas fatas são aquelas que faleceram no local do incidente. A estatística inclui os óbitos relacionados a incidentes que ocorreram na área urbana e na área periurbana de Campo Grande, e desconsidera as ocorrências em rodovias.

Segundo o tenente-coronel do Batalhão de Polícia Militar do Trânsito (BPMTran), Élcio Almeida iniciativas como as operações Paz no Trânsito e Descarga Livre foram criadas para prevenir acidentes de trânsito. As viaturas da Polícia Militar de Trânsito ficam em diversos pontos da cidade para fiscalizar veículos e monitorar o fluxo nas vias na Operação Paz no Trânsito. Também realizam a fiscalização de veículos que operam sem o dispositivo de controle de ruído do motor na Operação Descarga Livre, o que, o Código de Trânsito Brasileiro, constitui como uma infração grave.

O Detran-MS e a Superintedência Regional da Polícia Rodoviária Federal realizaram a Semana Nacional de Trânsito, com ações educativas nos dias 18 a 25 de setembro para conscientizar a população em Campo Grande. Segundo a diretora de Educação de Trânsito do Detran-MS, Andrea Moringo o Detran-MS promoveu uma audiência pública. "Nós também fizemos um seminário de educação junto aos diretores da Santa Casa e aos médicos do setor de trauma para mostrar à população como são os impactos que esses sinistros causam na segurança pública e na saúde da população em geral".

Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado a integrar todos os seus municípios no Sistema Nacional de Trânsito (SNT) em agosto de 2023. Segundo Andrea Moringo, essa integração beneficia o estado, porque permite a criação de órgãos especializados na gestão do trânsito. Ela afirma que a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e os órgãos municipais atuam em conjunto na prevenção de casos de acidentes de trânsito.

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