CARNAVAL

Carnaval em Campo Grande reúne mais de 35 mil foliões

Esplanada Ferroviária se transformou no principal ponto de carnaval de rua

Daniel Campos e Adrielle Santana19/02/2016 - 16h06
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O carnaval de rua de Campo Grande, em 2016, atraiu mais de 35 mil foliões, segundo estimativa divulgada pelos organizadores dos blocos que desfilaram entre os dias 4 e 9 de fevereiro. O número foi confirmado pelo videomonitoramento da Guarda Municipal, que ficou responsável pela segurança das pessoas que participaram do carnaval na Esplanada Ferroviária.

O grupo de teatro Imaginário Maracangalha é responsável pelo Bloco Evoé Baco, encarregado de abrir o carnaval de rua na capital sul-mato-grossense. Na quinta-feira, 4 de fevereiro, os foliões se encontram na Conveniência Vai ou Racha, com o bloco musical Vai Quem Vem. Segundo os organizadores, no local se reuniram mais de 1000 pessoas.

Segundo o diretor do grupo teatral Imaginário Maracangalha, Fernando Cruz, as ruas da cidade foram os locais para o carnaval, que cresce ano após ano e ocupa espaços públicos como a Praça dos Imigrantes, na região central da Capital. “Essa organização popular espontânea, de ocupar as ruas sem competição, pode garantir o carnaval de acesso à população, em que todas as pessoas podem participar brincando, dançando”.

Na Orla Ferroviária outras centenas de foliões participaram da festa de carnaval. Pelo quinto ano seguido, a festa na sexta-feira de carnaval foi organizada pelo Bloco Sujo.

Um marco no carnaval de rua de Campo Grande

De acordo com os "foliões", o evento mais esperado do carnaval de rua de Campo Grande é o desfile do Cordão Valu, que este ano ocorreu no sábado, dia 6 de fevereiro. Criado no dia 2 de dezembro de 2006, no Dia Nacional do Samba, pelo casal Silvana Valu e Jefferson Contar, o Valu reúne cada vez mais foliões para a região da Vila Ferroviária, próxima ao Armazém Cultural e à Feira Central. Segundo os organizadores, no ano passado recebeu aproximadamente cinco mil pessoas e este ano 30 mil.

A estrutura do evento também teve que se adequar por causa do aumento do número de pessoas. Uma lona foi armada no meio da rua para receber os artistas que se apresentaram e, pela primeira vez, um trio elétrico acompanhou o Cordão Valu no desfile. O Cordão Valu reuniu pessoas de todas as idades ao som da banda Samba Trio. Para Valu, toda a festa hoje é as pessoas que fazem. “É bonito de ver o espetáculo que cada um faz na avenida. Amigos, famílias com pais e filhos indo brincar”. O funcionário público Heubert Morinigo, 34, levou os filhos e a esposa para a festa. “É a primeira vez que eu venho, ouvi falar dele no ano passado. Pelo que vi hoje, não perde para nenhum outro carnaval que há por aí. Eu me diverti e meus filhos também”.

No domingo, a festa aconteceu na Praça dos Imigrantes, com o bloco Vai Quem Vem. Na segunda, o grupo Mercado Cênico ficou incumbido pela festividade na Esplanada. Pelo terceiro ano consecutivo, a Rua Dr. Temistocles recebeu os foliões do Bloco Capivara Blasé. Segundo os organizadores, aproximadamente cinco mil pessoas se reuniram para a folia.

Para o diretor do Teatro Imaginário Maracangalha, Fernando Cruz, é esta diversidade de blocos que faz do Carnaval uma atividade democrática e que atrai tantas pessoas. “Ele cresce a cada ano. Era o Cordão Valu. Do Cordão Valu surgiram outros blocos. Cada bloco tem ocupado uma parte da cidade. Um bloco vai no bloco do outro. E isso faz de Campo Grande com um carnaval de verdade. Um carnaval popular, democrático, espontâneo, alegre, com muita magia e axé”.

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