MANIFESTAÇÃO DOS ARTISTAS

Artistas reivindicam execução do orçamento municipal para Cultura

Os artistas afirmam que a Prefeitura não tem cumprido projetos destinados à cultura e exigem a reforma do Teatro do Paço

Ricardo Maia e Vinícius Rocha19/10/2014 - 21h25
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O movimento de artistas de Campo Grande (MS), representado pelo Colegiado Setorial de Teatro da Capital reivindica da Prefeitura de Campo Grande a execução do orçamento previsto para a cultura este ano e do Plano Municipal de Cultura. Desde o dia 15 de setembro, uma vez por semana, o grupo tem se concentrado  em frente ao Teatro do Paço, para chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o problema.

A pauta de reivindicações inclui à reforma do Teatro do Paço, a aplicação de 1% do orçamento municipal no fomento as atividades culturais, conforme emenda à Lei Orgânica Municipal aprovada no início do ano e a efetivação das metas do Plano Municipal de Cultura, que integra o planejamento da gestão cultural no município para os próximos dez anos.

Projetos culturais como a “Noite da Seresta”, a “Quinta Gospel”, o “Arte nos Bairros” e a “Orla Cultural” foram suspensos pela Prefeitura. O prefeito Gilmar Olarte afirma que o Executivo precisa cortar gastos para o pagamento do décimo terceiro salário do funcionalismo público. Ele justifica que "o município precisar economizar R$ 100 milhões para cobrir essas despesas".

O representante da Associação dos Amigos da Orla Morena, Ricardo Sanchez Oliveira  procurou a Fundac para se informar sobre a volta do projeto Orla Cultural, que levava apresentações de teatro e circo para a Orla Morena. “Disseram que o projeto passa por reavaliação e que não havia uma data para o retorno”. Para ele a sociedade perde com a suspensão do projeto que acontecia há quatro anos e atraía de 200 a 300 pessoas todas as quintas-feiras.

O integrante do Colegiado Setorial de Teatro, Fernando Cruz disse que o Teatro do Paço está fechado há 26 anos. “Estamos na luta pela reabertura do teatro, que hoje está abandonado. Em 2010 houve a liberação de uma verba para a reforma, que não aconteceu”.

Fernando Cruz afirma que o movimento solicitou a prestação de contas dos recursos gastos este ano pela Fundac. “Pedimos transparência na destinação das verbas para a cultura, mas a Diretora-presidente (Juliana Zorzo) sugeriu que procurássemos no Diário Oficial de Campo Grande, o que para nós é uma afronta, pois é obrigação do poder público informar estes números”.

O presidente do Fórum Municipal de Cultura (FCCG), Vítor Samúdio, também questiona a falta de transparência da Prefeitura. “Não sabemos e nem temos informação de nada que se passa na área cultural no que diz respeito a ações, políticas públicas e gastos do orçamento”. Ele questionou a Prefeitura sobre a execução do Plano e não obteve retorno. “Mandei o ofício há dois meses, cobrei a resposta, mas até agora nada”.

Segundo Fernando Cruz, o grupo pretende realizar uma denúncia contra o prefeito no Ministério Público Estadual (MPE), para averiguar os cortes de gastos na cultura. “Queremos uma prestação de contas da Prefeitura”. No dia 29 de outubro, os artistas realizarão uma manifestação em frente ao Teatro do Paço. 

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