CINEMA

Curso de montagem no MIS estimula produção audiovisual no Estado

Uma das atividades do workshop foi a exibição do filme “Pernamcubanos – O Caribe que nos Une”, inédito em Campo Grande

Bárbara de Almeida e Natália Moraes 3/11/2014 - 23h57
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O Colegiado Setorial de Audiovisual divulgou informações que em 2014 houve um aumento da produção audiovisual em Mato Grosso do Sul, com 25 filmes lançados ou em andamento. Um dos motivos é o investimento em capacitação, como uma oficina de montagem do Museu da Imagem e do Som, MIS, realizado em parceria com a montadora, diretora e roteirista Natara Ney. O curso aconteceu no MIS entre os dias 21 e 23 de outubro com inscrições gratuitas.

A oficina discutiu temas como o processo de montagem em um filme, trilha sonora, enredo, entre outros. O cineasta Fábio Flecha foi um dos participantes e destacou que a troca de conhecimentos é importante para produzir cinema comercial. Ele costuma ir ao  Rio-São Paulo para se capacitar na área. 

Para Flecha, a produção tem sido "potencializada" no Estado, “hoje temos vários editais públicos de financiamento, novas fontes de estudo e oficinas". Segundo o cineasta, existem algumas dificuldades de produção quando se trata de audiovisual em Mato Grosso do Sul, como o número reduzido de roteiristas. “O problema maior está na exibição, é necessário buscar formas de exibir o que foi produzido”.

O produtor independente Thiago Moraes, um dos membros do Najon, portal que divulga ações culturais em Campo Grande, participou para se “profissionalizar mais”. Moraes desenvolve trabalhos audiovisuais há alguns anos, com foco em animação. Para ele, o cinema no estado é feito com parcerias, e há situações em que ocorre um acúmulo de funções pelo mesmo profissional. Segundo ele, “o audiovisual no Estado está engatinhando”.

De acordo com o presidente da Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul, ACV/MS, Orivaldo Júnior, o investimento do setor público estimula a produção audiovisual. De acordo com dados do Colegiado Setorial de Audiovisual, dos 25 filmes de 2014, onze foram feitos com recursos estaduais e seis com recursos municipais.

Para Orivaldo Júnior, muitos dos realizadores são “autodidatas”, as produções são feitas em coletivo, e alguns são profissionais formados em outras áreas, como Jornalismo e Publicidade, que migram para o cinema. Ele acredita que o curso de audiovisual em Mato Grosso do Sul atenderia ao público específico que deseja trabalhar na área. “Teríamos pessoas mais capacitadas, um setor mais forte. É um segmento em ascensão e merece um olhar mais sensível das instituições de ensino”.

Curso de Cinema e Audiovisual

De acordo com o professor Hélio Godoy, o curso do Cinema é importante para o Estado,  “existe demanda de mão de obra, a produção cinematográfica e audiovisual podem colocar Mato Grosso do Sul em outras esferas, tudo isso são indicações”. Godoy é formado na área e participa de uma comissão que analisa a viabilidade técnica de se ter um curso de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Hélio Godoy acredita que a formação em Cinema permite uma qualificação profissional e uma formação integral. “Enquanto não tiver uma faculdade desta na cidade, teremos soluções paliativas, como cursos de curta duração, que no meu ponto de vista não resolve o problema, porque esta formação não pode ser fragmentada”. Godoy comenta o trabalho da Comissão para a abertura de um curso de graduação em audiovisual.

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