SAÚDE NAS ESCOLAS

Projeto leva promoção da saúde para alunos em escolas públicas

Juliana Peruchi e Maitê Campos10/06/2014 - 16h42
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A Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) participa, desde 2012, do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), que faz parte do Programa Nacional Saúde nas Escolas (PSE) do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Educação (MEC). O objetivo é diminuir a vulnerabilidade do adolescente em assuntos como drogas, gêneros, raças, saúde sexual e reprodutiva, diversidade sexual e álcool.

O projeto iniciou com alunos de Farmácia e hoje tem integrantes de nove cursos da UFMS e de dois cursos da Anhanguera Uniderp. No total, são 178 acadêmicos, entre eles, 23 de projetos de extensão. Uma das coordenadoras do projeto, Soraya Solon, explica sobre a ampliação do SPE na capital, “em 2012 a nossa experiência foi ótima, pois um dos grandes gargalos para o programa ter êxito em Campo Grande era a falta de mão de obra e por isso a entrada dos acadêmicos foi exitosa. No segundo semestre de 2012 o projeto foi ampliado, entraram os cursos de Psicologia e Fisioterapia da UFMS, além de Medicina e Psicologia da Uniderp”. Em 2013 foram atendidos, em média, 900 adolescentes em 28 escolas municipais e oito estaduais. 

O PSE é constituído por três componentes, destes o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas faz parte apenas do segundo componente, que é o Ações de Promoção da Saúde e Prevenção.

Soraya Solon conheceu o projeto em 2011 e, no ano seguinte, incorporou na universidade, “eu entrei na UFMS, conheci um pouco desse programa e percebi que ele tinha tudo a ver com a nossa disciplina. A gente se articulou para iniciar a parceria em 2012 e ela começou como uma disciplina curricular, no curso de farmácia, que era o estágio um, 40 alunos foram capacitados pela Secretaria da Saúde e inseridos em um grupo de trabalho local para fazer ações nas escolas”.

Integrante do projeto, o estudante de Odontologia, Luiz Augusto de Sousa, relata o método que utilizam nas escolas, “não trabalhamos com palestra porque acreditamos que com as oficinas a criança e o adolescente consegue vivenciar aquilo e aprende muito mais”. As oficinas estimulam no aluno o movimento, dinamismo, reflexão, protagonismo, amizade e vinculo e, além delas, são realizados teatros com o Grupo EnCena, formado por acadêmicos de diversos cursos, filmes e painéis. As ações podem durar até três horas.  

O acadêmico que participa do projeto é orientado a buscar uma Unidade de Saúde e procurar o profissional PSE da unidade para oferecer auxilio e definir um planejamento de trabalho. Após isso, vai até a escola mostrar esse planejamento, oferecer o serviço e ver se ele é compatível com a escola e com o cronograma de aula. Segundo Sousa, o grupo escolhido para as ações é, geralmente, de alunos que demonstram liderança em sala ou que possuem histórico com os temas abordados. 

De acordo com o página oficial do Ministério da Educação na internet, o projeto é alicerçado em uma demanda da população e foi implantado em 26 estados, no Distrito Federal e em 600 municípios. Para Soraya Solon o PSE é uma ótima forma de promover a saúde e prevenir a doença, “o adolescente pode ir sim, na Unidade de Saúde buscar informação, camisinha, anticoncepcional, sem precisar da mãe e do pai do lado. Falar de sexo e drogas é um pouco de tabu na sociedade e na família, a gente percebe que eles são ávidos e dão abertura para esse conhecimento. Então o que a gente mais quer é que ele tenha conhecimento para se prevenir. Esse é o grande o objetivo, do SPE. É promover a saúde com a educação“.

* Foto: Banco de imagens do projeto

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